Como já era esperado, os tucanos não gostam de democratizar informação, nem de transparência. Dia 15 de setembro, conforme estabelece o regimento interno da 1ª Conferência Nacional de Comunicação, era o último prazo para os governos estaduais convocarem as conferências. Advinhem? Pois é, o sr. Serra não convocou. Nenhuma novidade até aqui, certo? Afinal, quem elimina os poucos mecanismos de participação popular construídos pelos movimentos sociais, como os conselhos gestores de unidades de saúde...não irá apoiar uma conferência de comunicação...
Diante disso, representantes da Comissão Pró-Confecom Paulista conseguiram garantir que o decreto saísse pela Assembleia Legislativa de São Paulo. No final da tarde de ontem (18/9), a companheira Terezinha, uma das que esteve no Legislativo Estadual nos enviou a cópia do Ato da Mesa nº 24, datado de 18 de setembro, que deverá ser publicado em Diário Oficial do estado até 2ª feira. Ou seja, aos 45 do segundo tempo. O Poder Legislativo, segundo o Regimento Interno da Confecom, teria como prazo limite o dia 20 de setembro. Agora, reflitam se não teremos que nos mobilizar de maneira forte para a etapa estadual. Não há dúvidas de que o embate será pesado para aprovar propostas que, de fato, garantam vez e voz da maioria da população.
A Conferência Estadual de Comunicação ocorrerá entre os dias os dias 30 de outubro e 1º de novembro de 2009 e sob a coordenação conjunta da Comissão de Transportes
e Comunicações da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo e da Comissão Paulista Pró-Conferência de Comunicação. Não entendi bem a relação entre Transportes e Comunicação, mas... vamos lá. Segue abaixo o conteúdo do ato assinado ontem.
ATO DA MESA Nº 24, DE 2009
CONSIDERANDO o Decreto da Presidência da República de
16 de abril de 2009, que convoca a 1ª Conferência Nacional de
Comunicação - CONFECOM, a ser realizada entre os dias 1 e 3
de dezembro de 2009, em Brasília;
CONSIDERANDO que o artigo 2º do referido Decreto Presidencial
prevê a participação de delegados representantes da
sociedade civil, eleitos em conferências estaduais, e de delegados
representantes do poder público;
CONSIDERANDO a Portaria nº 667, de 2 de setembro de
2009, do Ministério das Comunicações, que aprova o Regimento
Interno da 1ª Conferência Nacional de Comunicação
- CONFECOM;
CONSIDERANDO o disposto no inciso II do artigo 7º, combinado
com o item II do § 3º do mesmo artigo 7º do Regimento Interno
da 1ª Conferência Nacional de Comunicação - CONFECOM:
A MESA DA ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DE SÃO
PAULO, no uso de suas atribuições constitucionais e regimentais,
CONVOCA a Conferência Estadual do Estado de São Paulo,
a ser realizada entre os dias 30 de outubro e 1º de novembro de
2009, sob a coordenação conjunta da Comissão de Transportes
e Comunicações da Assembleia Legislativa do Estado de São
Paulo e da Comissão Paulista Pró-Conferência de Comunicação,
destinada à eleição dos delegados representantes da sociedade
civil para participar da 1ª CONFECOM - Conferência Nacional
de Comunicação, nos termos do Decreto do Excelentíssimo
Senhor Presidente da República, datado de 16 de abril de 2009.
Assembleia Legislativa, em 18 de setembro de 2009.
a) CONTE LOPES - 1º Vice-Presidente no exercício da Presidência
a) CARLINHOS ALMEIDA - 1º Secretário
a) ALDO DEMARCHI - 2º Secretário
O Blog Confecom-Suzano é resultado da 1ª Confecom (Conferência Municipal de Comunicação) e da 1ª Comunica Alto Tietê. É um espaço de debate sobre Comunicação e assuntos de interesse público.
sábado, 19 de setembro de 2009
quarta-feira, 16 de setembro de 2009
SP dá vexame no exame da OAB
O Estado de São Paulo teve desempenho pífio no exame da OAB. Dados demonstram que ao contrário do que afirmou José Serra não são "migrantes" que puxam o desempenho de SP para baixo.
O Conversa Afiada reproduz comentário do amigo navegante Aroldo.
Todos se lembram: na campanha para governador (depois de abandonar a Prefeitura que jurou administrar por quatro anos – clique aqui para ver o que ele disse sobre isso, ao Boris Casoy … – ), Zé Pédágio deu uma entrevista o Chico Pinheiro, no SP-TV.
O Chico perguntou como ele explicava a péssima qualidade do ensino público de São Paulo.
Zé Pedágio respondeu: a culpa é dos “migrantes”, ou seja, dos nordestinos.
A jornalista do UOL que reproduziu a entrevista dada ao vivo à Rede Globo, quase foi demitida: Zé Pedágio ligou para o UOL e pediu a cabeça dela.
O castigo vem a cavalo: ou melhor, vem na OAB …
Aroldo Batista
Enviado em 15/09/2009 às 11:00
Caro PHA,
Neste domingo foi realizado mais um exame da Ordem dos Advogados – prova obrigatória para que o bacharel em Direito exerça a profissão de advogado –o segundo de que São Paulo participa.
A princípio seria mais uma prova. Porém, o interessante é o resultado.
Veja a vexatória posição do Estado de São Paulo (onde em tese estariam as melhores escolas do país): no penúltimo lugar com apenas 15% de aprovação. Na frente apenas de Mato Grosso.
Interessante ainda é verificar que os quatro primeiros lugares são ocupado por estados do Norte e Nordeste nesta ordem: 1º Ceará, 2º Paraíba, 3º Sergipe, 4º Roraima e 5º Bahia.
A Faculdade de Direito do Largo do São Francisco (USP), tida como a melhor do Brasil – por onde passaram Ruy Barbosa, Prudente de Morais, Campos Salles, Washington Luis, Jânio Quadros, Rodrigues Alves, Castro Alves, Álvares de Azevedo e José de Alencar – ficou em 11º lugar no ranking das faculdades, atrás das Federais de Brasília, Bahia, Santa Catarina, Sergipe, Paraná, Pernambuco, Paraíba, Fluminense, Estaduais do Rio de Janeiro e de Feira de Santana.
Veja, amigo navegante, que a Bahia tão menosprezada pelos paulistas – que costumam falar em “baianada”, “isso é coisa de baiano” – não só ocupa a vice liderança no ranking dos estados, como também tem duas faculdades de Direito melhores que a tão badalada SanFran.
O argumento de José Serra de que o ensino de São Paulo é ruim por conta da migração cai por terra diante desses fatos.
Ao contrário, é o Estado de São Paulo que derruba o índice de aprovação do exame da Ordem dos Advogados do Brasil.
O exame de ontem tende, novamente, a evidenciar a decadência da qualidade do ensino no Estado mais rico da Federação (por enquanto).
Estado que há 15 anos é (des)governado pelo PSDB.
O Conversa Afiada reproduz comentário do amigo navegante Aroldo.
Todos se lembram: na campanha para governador (depois de abandonar a Prefeitura que jurou administrar por quatro anos – clique aqui para ver o que ele disse sobre isso, ao Boris Casoy … – ), Zé Pédágio deu uma entrevista o Chico Pinheiro, no SP-TV.
O Chico perguntou como ele explicava a péssima qualidade do ensino público de São Paulo.
Zé Pedágio respondeu: a culpa é dos “migrantes”, ou seja, dos nordestinos.
A jornalista do UOL que reproduziu a entrevista dada ao vivo à Rede Globo, quase foi demitida: Zé Pedágio ligou para o UOL e pediu a cabeça dela.
O castigo vem a cavalo: ou melhor, vem na OAB …
Aroldo Batista
Enviado em 15/09/2009 às 11:00
Caro PHA,
Neste domingo foi realizado mais um exame da Ordem dos Advogados – prova obrigatória para que o bacharel em Direito exerça a profissão de advogado –o segundo de que São Paulo participa.
A princípio seria mais uma prova. Porém, o interessante é o resultado.
Veja a vexatória posição do Estado de São Paulo (onde em tese estariam as melhores escolas do país): no penúltimo lugar com apenas 15% de aprovação. Na frente apenas de Mato Grosso.
Interessante ainda é verificar que os quatro primeiros lugares são ocupado por estados do Norte e Nordeste nesta ordem: 1º Ceará, 2º Paraíba, 3º Sergipe, 4º Roraima e 5º Bahia.
A Faculdade de Direito do Largo do São Francisco (USP), tida como a melhor do Brasil – por onde passaram Ruy Barbosa, Prudente de Morais, Campos Salles, Washington Luis, Jânio Quadros, Rodrigues Alves, Castro Alves, Álvares de Azevedo e José de Alencar – ficou em 11º lugar no ranking das faculdades, atrás das Federais de Brasília, Bahia, Santa Catarina, Sergipe, Paraná, Pernambuco, Paraíba, Fluminense, Estaduais do Rio de Janeiro e de Feira de Santana.
Veja, amigo navegante, que a Bahia tão menosprezada pelos paulistas – que costumam falar em “baianada”, “isso é coisa de baiano” – não só ocupa a vice liderança no ranking dos estados, como também tem duas faculdades de Direito melhores que a tão badalada SanFran.
O argumento de José Serra de que o ensino de São Paulo é ruim por conta da migração cai por terra diante desses fatos.
Ao contrário, é o Estado de São Paulo que derruba o índice de aprovação do exame da Ordem dos Advogados do Brasil.
O exame de ontem tende, novamente, a evidenciar a decadência da qualidade do ensino no Estado mais rico da Federação (por enquanto).
Estado que há 15 anos é (des)governado pelo PSDB.
Como a Folha (*) torceu pela recessão e distorceu a informação
Saiu no Portal Vermelho – do blog do Eduardo Gumaraes:
Eduardo Guimarães compara duas edições da Folha. A primeira de 10 de junho com a manchete Brasil está em recessão. E a segunda de 12 de setembro, na qual o jornal dá uma discreta chamada de capa para informar que o País superou a crise.
Veja a análise sobre o assunto.
Será que isso só acontece na grande imprensa? Ou o PIG (Partido da Imprensa Golpista) tem suas ramificações regionais?
Na imagem acima, duas edições de um dos tentáculos da imprensa golpista que anunciaram a entrada e a saída oficiais do país do processo recessivo na economia. Notem a diferença gritante de destaque entre a boa e a má notícia devido a escolha absolutamente inexplicável por critérios estritamente jornalísticos.
Contudo, não é só o destaque das notícias em manchetes que trabalha no sentido de impactar mais com a má notícia para o país do que com a boa. A construção, a engenharia das manchetes também atua no mesmo sentido, pois uma manchete é clara e de fácil assimilação, ao passo que a outra requer raciocínio para ser entendida. Vejamos essas “construções”.
Manchete pessimista: “Brasil está em recessão”
Manchete otimista: “Consumo das famílias e indústria em alta tiram país da recessão”
Por que não “Brasil saiu da recessão”? Por que uma notícia que interessa à vida pessoal de cada brasileiro perde em importância para uma notícia policial que diz pouco, pois relata processo em curso sem desfecho definido? Por que a imprensa dá mais destaque a más notícias do que a boas?
É claro que, em vez de meramente informar, a imprensa partidarizada trata de tentar manipular a sociedade. Para boa parte dos leitores deste blog, essa é uma informação desnecessária, bem sei. Mas garanto a vocês que há muitos leitores aqui que estão meramente tentando enxergar alguma verdade inegável em meio ao partidarismo dos dois lados.
É a esses que dirijo meu trabalho, aos que se sentem perdidos em meio à campanha de desinformação e manipulação com que o grande aparato midiático oposicionista procura esmagar o aparato insipiente de contra-informação que ainda se forma quase exclusivamente na internet, e que, à diferença do grande aparato, assume suas preferências.
Há momentos em que sinto uma grande sensação de impotência. Como alertar a sociedade se todos os grandes meios de comunicação negam mídia a quem tem a dizer o que têm pessoas como este que escreve? O que tem me sustentado é minha crença inabalável na força mística da verdade.
Já disse mil vezes aqui e volto a dizer: a verdade é uma força da natureza como o vento ou a chuva. Pode-se tentar contê-la vedando todas as saídas por onde possa escapar. Contudo, ao menor furo na “vedação” a verdade irrompe com a força das marés, com o ímpeto dos furacões.
(*)Folha é aquele jornal que entrevista Daniel Dantas DEPOIS de condenado e pergunta o que ele acha da investigação, da “ditabranda”, do câncer do Fidel, da ficha falsa da Dilma, de Aécio vice de Serra, e que nos anos militares emprestava os carros de reportagem aos torturadores.
(**) Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista
Eduardo Guimarães compara duas edições da Folha. A primeira de 10 de junho com a manchete Brasil está em recessão. E a segunda de 12 de setembro, na qual o jornal dá uma discreta chamada de capa para informar que o País superou a crise.
Veja a análise sobre o assunto.
Será que isso só acontece na grande imprensa? Ou o PIG (Partido da Imprensa Golpista) tem suas ramificações regionais?
Na imagem acima, duas edições de um dos tentáculos da imprensa golpista que anunciaram a entrada e a saída oficiais do país do processo recessivo na economia. Notem a diferença gritante de destaque entre a boa e a má notícia devido a escolha absolutamente inexplicável por critérios estritamente jornalísticos.
Contudo, não é só o destaque das notícias em manchetes que trabalha no sentido de impactar mais com a má notícia para o país do que com a boa. A construção, a engenharia das manchetes também atua no mesmo sentido, pois uma manchete é clara e de fácil assimilação, ao passo que a outra requer raciocínio para ser entendida. Vejamos essas “construções”.
Manchete pessimista: “Brasil está em recessão”
Manchete otimista: “Consumo das famílias e indústria em alta tiram país da recessão”
Por que não “Brasil saiu da recessão”? Por que uma notícia que interessa à vida pessoal de cada brasileiro perde em importância para uma notícia policial que diz pouco, pois relata processo em curso sem desfecho definido? Por que a imprensa dá mais destaque a más notícias do que a boas?
É claro que, em vez de meramente informar, a imprensa partidarizada trata de tentar manipular a sociedade. Para boa parte dos leitores deste blog, essa é uma informação desnecessária, bem sei. Mas garanto a vocês que há muitos leitores aqui que estão meramente tentando enxergar alguma verdade inegável em meio ao partidarismo dos dois lados.
É a esses que dirijo meu trabalho, aos que se sentem perdidos em meio à campanha de desinformação e manipulação com que o grande aparato midiático oposicionista procura esmagar o aparato insipiente de contra-informação que ainda se forma quase exclusivamente na internet, e que, à diferença do grande aparato, assume suas preferências.
Há momentos em que sinto uma grande sensação de impotência. Como alertar a sociedade se todos os grandes meios de comunicação negam mídia a quem tem a dizer o que têm pessoas como este que escreve? O que tem me sustentado é minha crença inabalável na força mística da verdade.
Já disse mil vezes aqui e volto a dizer: a verdade é uma força da natureza como o vento ou a chuva. Pode-se tentar contê-la vedando todas as saídas por onde possa escapar. Contudo, ao menor furo na “vedação” a verdade irrompe com a força das marés, com o ímpeto dos furacões.
(*)Folha é aquele jornal que entrevista Daniel Dantas DEPOIS de condenado e pergunta o que ele acha da investigação, da “ditabranda”, do câncer do Fidel, da ficha falsa da Dilma, de Aécio vice de Serra, e que nos anos militares emprestava os carros de reportagem aos torturadores.
(**) Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista
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