terça-feira, 25 de maio de 2010

Concurso Literário

Concurso Literário


Segue anexo o regulamento do 6º Concurso Literário de Suzano, que homenageia a escritora Carolina Maria de Jesus, autora do livro Quarto de Despejo - Diário de uma favelada que este ano completa 50 anos de sua publicação.

São R$ 3600,00 em prêmios mais a publicação dos 20 primeiros trabalhos na revista Trajetória Literária nº6, que é distribuída também em outros países de Língua Portuguesa.

Mais informações sobre o concurso e a ficha de inscrição, acesse: www.suzano.sp.gov.br/agendacultural ou www.literaturanobrasil.blogspot.com
Vídeo-Literatura/Projeto Experimental

Não deixe de assistir a experiência áudio-visual que os escritores da Associação Cultural Literatura no Brasil - Suzano, desenvolveram através do Vídeo-Literatura. São 8 escritores que interpretam seus próprios textos entre cordel, poesia e crônica, diante da câmera.



Parte 1
http://www.youtube.com/watch?v=pLlmDv7vNik


Parte 2
http://www.youtube.com/watch?v=kKj6jJL_lGE&feature=related

quarta-feira, 19 de maio de 2010

Jornalista é demitido por criticar Veja

HIPOCRISIA GERAL


Liberdade de expressão para quem?
Por Venício A. de Lima em 18/5/2010


O recente episódio da demissão do jornalista Felipe Milanez, editor da revista National Geographic Brasil, publicada pela Editora Abril, por ter criticado, via Twitter, a revista Veja, é revelador da hipocrisia geral que envolve as posições públicas dos donos da mídia sobre liberdade de expressão e liberdade de imprensa.

As relações de trabalho nas redações brasileiras, é sabido, são hierárquicas e autoritárias. Jornalistas editores são considerados, pelos patrões, como ocupando "cargos de confiança" e devedores de lealdade incondicional. Mas não se trata aqui da expressão de opinião contrária à posição editorial em matéria jornalística publicada no mesmo veículo. Isso, não existe. Trata-se, na verdade, da liberdade de expressão individual "sob qualquer forma, processo ou veículo".

Segundo matéria publicada no Portal Imprensa, o redator-chefe da National Geographic Brasil, Matthew Shirts, confirmou que Felipe Milanez "foi demitido por comentário do Twitter com críticas pesadas à revista. A Editora Abril paga o salário dele e tomou a decisão" (ver aqui).

Pode um jornalista profissional expressar sua posição pessoal sobre o jornalismo praticado por outro veículo cujo proprietário é o mesmo daquele em que trabalha, sem correr o risco de perder o emprego? A liberdade de expressão se aplica quando estão envolvidas relações empregatícias? Ela é ou não é um direito individual universal?

Nota oficial do Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado de São Paulo, em defesa do jornalista Felipe Milanez, afirma:

"Nos últimos anos, junto com outras grandes empresas do ramo, a Editora Abril tem se notabilizado pelo combate a todo tipo de regulamentação social da área de comunicações. Em suas ações sistemáticas contra a constituição de um Conselho Nacional de Jornalistas, pela derrubada total da Lei de Imprensa e pelo fim da obrigatoriedade de diploma de nível superior para o exercício do jornalismo, o argumento mais utilizado é o da `defesa da liberdade de expressão´. Nesses embates, o Sindicato dos Jornalistas no Estado de São Paulo – comprometido com a defesa da democracia e da liberdade de expressão – tem alertado a sociedade para o fato de que as grandes empresas posicionam-se de maneira cínica, pois, na prática, não permitem a liberdade de expressão de seus jornalistas, sobretudo quando contrariam interesses empresariais."

De onde vem a ameaça autoritária?

Temos assistido, nos últimos meses, a uma escalada crescente, na qual a grande mídia, diretamente ou através de suas entidades representativas – ANJ, ANER e Abert – tenta convencer a população brasileira de que existe uma ameaça autoritária, partindo do governo, no sentido de cercear a liberdade de expressão e a liberdade de imprensa no país.

A violenta e bem sucedida campanha contra a diretriz relativa ao direito à comunicação contida na terceira versão do Plano Nacional de Direitos Humanos é apenas o exemplo mais recente (ver "PNDH3: A grande mídia vence mais uma").

Os representantes da Editora Abril são parte ativa desta tentativa, onde a grande mídia se apresenta como defensora intransigente da liberdade.

Como, no entanto, conciliar a posição libertária dos grupos de mídia com a relação trabalhista autoritária que mantêm com seus empregados jornalistas? Quais as implicações éticas dessa relação autoritária para com a verdade e o interesse público?

Episódios como a demissão de Felipe Milanez nos obrigam a perguntar, uma vez mais, para quem é a liberdade de expressão que a grande mídia defende?

terça-feira, 11 de maio de 2010

Como tornar transparente as pesquisas

22/04/2010 - 22:48



Do Eduardo Guimarães

Prezados amigos

O Movimento dos Sem Mídia, que presido, representou à Procuradoria-Geral Eleitoral contra os quatro grandes institutos de pesquisa para que as sondagens que fizeram em 2010 e que farão sobre a sucessão presidencial deste ano sejam auditadas, de forma que se tenha garantias de que não influirão no processo eleitoral de forma fraudulenta.

Venho pedir vosso apoio em seus veículos de comunicação para que o maior número possível de internautas deixem comentário de apoio à representação no Blog Cidadania. Esses comentários serão compilados e juntados à representação à Justiça Eleitoral. Desta maneira, sugiro um preâmbulo em cada veículo que remeta ao blog do MSM, onde os comentários serão apostos.

Creio firmemente que, por sua consistência jurídica, a Representação em tela se constituirá em uma espécie de “vacina” contra possíveis fraudes daqueles institutos sobre os quais pesam acusações, e poderão provocar punições aos que eventualmente tiveram praticado algum tipo de malfeito no que tange ao processo eleitoral democrático do país.

Peço que utilizem a versão da Representação do MSM publicada no Blog Cidadania (http://edu.guim.blog.uol.com.br), a qual adaptei para ser publicada na internet.

Saúdo a todos e agradeço a eventual colaboração de cada um com esta causa cidadã.

Eduardo Guimarães

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