terça-feira, 17 de janeiro de 2012

A polêmica do suposto estupro no Big Brother

O texto abaixo, publicado no blog Vi o Mundo é, para mim, uma excelente análise sobre a mídia no Brasil. Reflete sobre a responsabilidade da Rede Globo e de sua equipe de produção no caso do suposto estupro da sister Monique pelo brother Daniel, expulso do programa.
Ana Flávia autora do texto compara o grupo à platéia do filme "Acusados", estrelado por Jodie Foster, que compactua com a violência, tratando abuso como espetáculo. Ela afirma com veemência e competência aquilo que os movimentos pela democratização da comunicação no País já afirmam desde a década de 90: é necessário uma profunda mudança nas leis de concessão de canais de rádio e televisão no Brasil. Aqui é terra sem lei no que diz respeito a punir emissoras que não respeitam os direitos das cidadãs e dos cidadãos. Em outros países, a Globo perderia a concessão diante da comprovação de transmissão ao vivo de um crime. Crime aliás que foi tratado como "amor" no dia seguinte pelo apresentador do programa Pedro Bial.
A revista Caros Amigos fez uma edição especial sobre a democratização da mídia no Brasil que quero compartilhar neste espaço, pois é uma excelente reflexão. Na realidade, não só a Rede Globo, mas os patrocinadores do programa também são cúmplices do que ocorre lá dentro. Que tipo de publicitário acredita que investir no BBB pode dar retorno positivo à imagem de um cliente? E que tipo de cliente aplaude um plano de mídia que investe no BBB?
Precisou alguém ser quase estuprada (se é que não foi) para perceberem que o programa é ruim? Ou com isso o BBB ultrapassou os limites estabelecidos pelo seu próprio público, ávido pelo "quanto pior melhor"?
Além da violência contra a mulher, cujo papel há muito se banaliza em novelas, seriados e comerciais, o que vemos aqui é uma omissão completa de nossos legisladores no que diz respeito a cobrar de uma emissora, com concessão pública, respeito ao público e ao País.
Acredito que talvez esta situação, mesmo lamentável, seja uma oportunidade para pensarmos sobre este assunto e exigir das autoridades uma posição menos conivente com as barbáries que, há décadas, a Globo e os meios de comunicação cometem. Esta infelizmente foi apenas mais uma.

Segue link para o texto:
http://www.viomundo.com.br/voce-escreve/ana-flavia-ramos-a-midia-que-estupra.html

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Pesquisa aponta crescimento do investimento em mídia na web

Pesquisa aponta que investimento em mídia na web já ultrapassou rádio. Televisão continua reinando e jornais aumentaram a venda no Brasil.

quarta-feira, 29 de junho de 2011

Mulheres do Alto Tietê discutem reforma política

Encontro será no sábado, 2 de julho, das 9h às 12h, e contará com presença da deputada federal Janete Pietá

O grupo de mobilização Mulheres do Alto Tietê com o apoio do Fórum Governamental de Mulheres da Prefeitura de Suzano organizam, neste sábado (2 de julho), das 9h às 12h, o primeiro debate sobre reforma política na cidade a partir da ótica feminina. O encontro será no escritório político do deputado estadual José Candido (Travessa Mirambava, 514, Centro) e contará com a presença da deputada federal Janete Pietá (PT-SP) coordenadora da Bancada Feminina na Câmara dos Deputados em Brasília.
Janete integra a comissão que discute  reforma e é enfática ao falar sobre a subrepresentação feminina na política nacional. "Um país que elegeu uma presidenta e tem 52% de mulheres  precisa aumentar a participação feminina no parlamento que hoje é de apenas 8% do total de deputados. Somente com a participação da mulher em todas as instâncias de poder o Brasil será efetivamente uma democracia", advertiu a deputada.
O objetivo do encontro no Alto Tietê é trazer para a pauta política da região as reivindicações das mulheres dentro do projeto de reforma e estimular a mobilização em torno do atendimento às prioridades femininas, entre as quais, a paridade de gênero na representação parlamentar. “Sabemos que se não tivermos um amplo envolvimento das  mulheres neste assunto, não conseguiremos aprovar nossas demandas, entre as quais, a garantia de 50% de mulheres eleitas”, disse a assessora da Secretaria Municipal de Descentralização e Participação, Rosângela Falótico, uma das coordenadoras da atividade.
Levantamento feito pelo site Mais Mulheres no Poder aponta que, apesar da eleição da presidenta Dilma Roussef, não houve aumento expressivo de mulheres eleitas nos Parlamentos. Na Câmara Federal, o percentual se manteve em torno de 8,77%. Nas Assembléias Legislativas e na Câmara Distrital o percentual subiu de 11,72% para 12,84%. Na última eleição, foram eleitas 44  mulheres para  Câmara Federal e 12 para o Senado. No Alto Tietê, as mulheres ocupam 12 das 116 cadeiras disponíveis nas Câmara Municipais– índice de pouco mais de 10,3%.
No mês de abril, grupos de mulheres de diversos partidos políticos organizaram em Brasília um grande encontro para unificar a plataforma feminina em torno da reforma. O debate contou com a participação da Ministra da Secretaria Especial de Mulheres, Iriny Lopes. Três representantes do Alto Tietê – a secretária de Comunicação Social, Silmara Helena Pereira de Paula, a presidenta do Conselho Municipal dos Direitos das Mulheres de Suzano (CMDM), Nice Couto e Rosângela Falótico participaram do evento.
“Nosso grande desafio é trazer o debate para o Alto Tietê e envolver as mulheres daqui, pois entendemos que a participação política é fundamental para garantirmos outras mudanças no processo de consolidação da igualdade de gêneros no País”, afirmou Rosângela.
No dia 11 de junho, cerca de 400 mulheres se reuniram na sede do Ciesp (Centro da Indústrias do Estado de São Paulo) na avenida Paulista para discutir o tema. A senadora Marta Suplicy (PT-SP) coordenou o evento, que também contou com a participação de diversas deputadas.
Em reunião com representantes da bancada feminina da Câmara no dia 23 de junho o relator da Comissão da Reforma Política, deputado Henrique Fontana (PT-RS), garantiu que irá incluir no relatório final mecanismos que garantam maior participação das mulheres na vida política do país. “Se ao final dos trabalhos conseguirmos maioria para aprovar o relatório, as mulheres terão assegurado a ampliação dos espaços ocupados nos partidos e nos parlamentos de todo o país", garantiu o relator.
Para a deputada Erika Kokay (PT-DF), integrante da comissão, o Brasil precisa se inspirar no modelo adotado pelo país vizinho para aumentar a participação das mulheres em seu sistema político. "É vergonhosa a colocação do Brasil no ranking mundial de participação política, quando temos, por exemplo, a vizinha Argentina, com 40% de mulheres em seu parlamento", alertou.
Segundo dados da organização internacional União Parlamentar, o Brasil ocupa o 108º lugar em participação parlamentar feminina entre os 187 países pesquisados pela entidade.




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