sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Escola do MST em Guararema comemora seis anos

por Leonardo Ferreira

Escola Nacional Florestan Fernandes (ENFF) comemora seus cinco anos no dia 6 de fevereiro de 2010. Está programado um seminário, a partir das 9h, com o tema O papel da formação política e ideológica no atual momento histórico: desafios possibilidades. Os convidados para o debate sãoAdemar Bogo, representante do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST); Isabem Monal, representante de Cuba; e Luiz Carlos de Freitas, da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Durante a tarde haverá confraternização e apresentações culturais.


O endereço da ENFF é Rua José Francisco Raposo, 1140, Parateí, Guararema (SP). Os interessados devem confirmar a presença pelo telefone (11) 4062 1215 – ramal 26, ou pelo e-mail secgeral@enff.org.br.

A Escola Nacional Florestan Fernandes (ENFF) foi inaugurada em janeiro de 2005. Idealizada pelo MST, tem como objetivo principal democratizar a educação e formar militantes não apenas do MST, mas de outros movimentos sociais rurais e urbanos. São ministrados cursos em diversas áreas, com o objetivo de estimular a capacidade crítica e a aplicação prática, na comunidade rural, do que se aprendeu na escola.

Inscrições abertas para o curso Investigando o Gasto Público

do Manual dos Focas de martins

Estão abertas as inscrições para o 5º curso on-line Investigando o Gasto Público. Interessados têm até as 23h59 do dia 9 de fevereiro para preencherem o formulário de inscrições. Fundamentalmente prático, o treinamento ensina onde encontrar e como processar dados sobre os gastos públicos da União, começando no dia 19 de fevereiro.

Investigando o Gasto Público
Inscrições: Até dia 9/2 às 23h59, aqui
Início do curso: 19/2
http://www.abraji.org.br/?id=90&id_noticia=1091

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Ditadura de quem?

A imprensa reage a sua própria podridão
Silmara Helena


Há algo de podre na imprensa. E ela reage violenta ao seu próprio odor. Virou lugar-comum as reclamações da imprensa sobre o cerceamento à sua liberdade. Quase que diariamente as empresas de comunicação por meio de cães de guarda posicionados em lugares estratégicos nas emissoras ou nos jornais se levantam contra setores da sociedade que, de forma legítima, questionam a forma como a mídia aborda e cobre os assuntos de interesse público.

Foi o que ocorreu na 1ª Confecom (Conferência Nacional de Comunicação) realizada em Brasília. Bastava mencionar a necessidade de controle social e participação da sociedade na definição de conteúdo para que os crachás do patronato e do grupo por ele selecionado fossem levantados a fim de inviabilizar a proposta.

Foi assim quando o governo federal apresentou o Plano Nacional de Direitos Humanos no qual exigia dos veículos mais respeito aos direitos humanos.

É assim há mais de 500 anos neste País, onde o monopólio da comunicação permanecesse intocável. Onde a Justiça às cegas suspende a obrigatoriedade do diploma do jornalista. E onde a Lei de Imprensa é revogada deixando cidadãos e cidadãs à mercê de uma mídia truculenta.

Esta mesma corja que gasta dinheiro com publicidade colocando a censura atrás das grandes é aquela que apoiou o golpe militar e cresceu às barbas da ditadura, ignorando o sangue dos torturados em seus porões.

A prática hipócrita se repete na região. Aqui, no Alto Tietê, não existem fontes, existem clientes. A informação é mercadoria. Precisa ser negociada. A diferença entre o herói e o bandido está apenas na quantidade de dinheiro depositada na conta bancária dos proprietários dos veículos. Daí origina-se a relação promíscua entre mídia e poder público.

E ai de quem ousar não entrar no jogo. E ai de quem questionar.

Não, a imprensa não pode ser questionada. Ela está acima da lei. Dá a última palavra, mas o ditador é sempre quem está do outro lado.

Um movimento silencioso, mas intenso e vigoroso, começa a mudar esta história. Este tipo de imprensa - medíocre, provinciana e atrasada -está com seus dias contados. Pensa que engana as pessoas, mas fala para si e seus asseclas, seus puxa-sacos.

A imprensa que esbraveja, que se revela autoritária, dona da verdade e defensora da escória do jornalismo, na verdade, reage violenta ao seu próprio odor. Sente o cheiro da sua podridão. São sepulcros caiados.

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